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Tecnologia no Direito: como escolher e implementar ferramentas adequadas

Saiba como selecionar e implementar ferramentas tecnológicas para otimizar processos jurídicos para advogados

Todo profissional precisa das ferramentas adequadas para trabalhar. E no Direito não é diferente. Por muito tempo, os livros foram o principal aparato dos advogados. Mas o panorama mudou e a tecnologia parece ter entrado de vez no mundo da advocacia.

Porém, o Direito é uma área de conhecimento muito vasta e plural. Cada especialidade demanda ferramentas e até mesmo aplicações distintas. O que pode confundir aquele advogado que está buscando implementar tecnologias no seu dia a dia. 

Por isso, trouxemos um pequeno manual. Uma espécie de roteiro a seguir para não se perder na hora de escolher e implementar as ferramentas tecnológicas mais adequadas para a sua prática jurídica. 

Direito e tecnologia

Antes, que tal um pouco de contexto? Mesmo depois do advento da internet e de sua popularização com a afirmação dos smartphones, Direito e tecnologia demoraram algum tempo para se entender. O que, ao menos no Brasil, ocorreu de fato com a pandemia.

A pandemia trouxe a digitalização do sistema judiciário, forçando advogados, que tinham como experiência tecnológica máxima redigir petições no Word, a participar de audiências por vídeo chamada e realizar todas as suas movimentações processuais via sistema.

Isso abriu um novo horizonte no Direito e levou advogados a buscarem outras ferramentas tecnológicas para sua rotina, bem como motivou empresas a criarem soluções voltadas a esse público carente de inovação. 

Direito 4.0

Você já deve ter se deparado com o  termo “Direito 4.0”. Porém, se está nesse texto, existe uma boa chance de ainda não ter implementado recursos tecnológicos considerados básicos para um advogado da chamada “Advocacia Digital”, ou “Era do Direito 3.0”.

O Direito 3.0 representa a consolidação de ferramentas tecnológicas de rotina advocatícia, como processos eletrônicos, certificados digitais, e determinados softwares jurídicos. São recursos utilizados para aliviar a carga do advogado com microtarefas.

Já o Direito 4.0 vai um pouco além. Nele, a proposta é usar a tecnologia a favor do advogado de forma mais estratégica. Aqui, a tecnologia não apenas facilita a vida e substitui o trabalho braçal, mas potencializa o intelectual.

Robôs que automatizam o atendimento de clientes (embora nosso artigo sobre tendências do Direito em 2024 aponte a humanização do atendimento como caminho); Inteligência Artificial e Big Data são alguns exemplos desse “passo a mais” dado pelo Direito 4.0.

 Como escolher as ferramentas mais adequadas para minha prática advocatícia?

Como dito antes, o Direito é uma área de conhecimento muito plural e cada especialidade pode demandar de ferramentas distintas. Mas algumas são comuns a praticamente todas elas.

Além disso, de acordo com a OAB do Brasil, advogados gastam mais de 50% do tempo com microtarefas não relacionadas ao Direito. Então, buscar ferramentas comuns à maioria das especialidades, e que automatizam essas microtarefas, é o melhor início possível.

Alguns exemplos são os gerenciadores de tarefas; sistemas de assinatura eletrônica de contratos; calculadoras jurídicas e até buscadores focados em encontrar informações da contraparte.

Ferramentas como essa trazem mais produtividade, fazendo com que o advogado abandone a caneta e o papel e deixe de terceirizar alguns serviços que costumam ser caros e demorados, aferindo mais dinamismo, economia, e permitindo a atração de mais clientes.

As calculadoras, por exemplo, além de realizar em minutos, cálculos jurídicos que levariam horas para ser realizados; ainda trazem mais confiabilidade no resultado. Afinal, são raros os profissionais que optam pelo Direito por serem bons com números.

A não ser que o seu escritório opte pela terceirização de um escritório contábil para a realização dos cálculos necessários para a prática jurídica. O que resolve a questão da confiabilidade, mas não a do tempo e alto investimento. 

De toda forma, o melhor caminho para escolher as ferramentas mais adequadas para integrar em seu escritório é responder a pergunta: que rotinas me tomam mais tempo e eu gostaria de automatizar? E a partir daí, pesquisar pelas opções no mercado.

Mas e como implementar?

Como tudo que é novidade, leva um tempo para se adaptar a novas tecnologias em um ambiente de trabalho. Pois significa modificar processos que já estão enraizados na cultura organizacional, mesmo no caso de um profissional autônomo.

Então a dica é começar devagar, implementando uma por vez. O critério pode ser pela simplicidade da rotina alterada, ou até mesmo o investimento inicial. Considerar aqueles que podem trazer economia também é bom para o “moral”.  

No caso das calculadoras, claro, é preciso fazer uma boa pesquisa e entender que cálculos aquela calculadora pretendida realiza. Quanto mais tipos de cálculos, melhor a relação custo-benefício. 

Algo que deve ser considerado, também, é seu estilo de trabalho e sua rotina. Softwares geralmente são atrelados a um único computador. O que pode não ser proveitoso a um profissional mais dinâmico e que faz uso de smartphones e tablets em seu dia a dia.

Nesse caso, o ideal é priorizar sistemas online, em que as informações estejam em nuvem, e não dependam de instalação, podendo ser utilizadas de qualquer lugar, em qualquer dispositivo.

Falando nisso, Jusfy tem tudo isso: sistema de gestão do tempo, assinador eletrônico de contratos e calculadoras voltadas para as mais diversas áreas do Direito, entre outras ferramentas que já não são tão iniciantes assim.

Incluindo um ecossistema que coloca advogados em contato com potenciais clientes que buscam por aconselhamento jurídico online e ajuda o profissional a ampliar seus negócios e atender casos de qualquer lugar do Brasil.

Além disso, é uma plataforma por assinatura mensal ou anual, em que com uma única mensalidade dá acesso a todo seu rol de ferramentas e benefícios. 

E, como se não bastasse, é também uma plataforma online, 100% em nuvem, e que pode ser acessada de qualquer lugar, no dispositivo que desejar.

Que tal aproveitar essa vibe tecnológica e fazer um teste gratuito? Você tem sete dias pra experimentar e ver se é o que procurava.

O impacto da tecnologia no Direito

Desde que a tecnologia começou a ser amplamente utilizada em diversas áreas do conhecimento, a discussão no Direito passou a ser sobre a substituição dos advogados por aparatos tecnológicos.

Hoje, na era do Direito 4.0, a discussão parece estar superada, embora alguns ainda acreditem que advogados possam ser substituídos por Inteligência Artificial. O que não é impossível de acontecer, mas uma realidade distante para essa geração. 

Enquanto isso, a tendência é que a tecnologia impacte positivamente no Direito. Contribuindo, inclusive, para sua crescente humanização. 

Com robôs e IA sendo cada vez mais utilizados para tarefas “automatizáveis”, a tendência é que sobre mais espaço para o advogado se relacionar mais e melhor com o cliente. Algo que já tem sido observado por especialistas.

A tendência é que a tecnologia no Direito sirva para potencializar as habilidades mais importantes e destacadas do advogado, permitindo que ele faça mais e melhor, e que possa se dedicar ao que realmente importa: advogar.